Por Rodolfo Mistieri Salvador

Mais de 12 milhões de pessoas estão em busca de emprego em nosso País, onde mais de 27% são jovens com idade entre 18 a 24 anos.

Depois de receberem alguns nãos, muitos desses desempregados decidem empreender.  Mas, já é notório que ser empresário no Brasil não é nada fácil.

Nos deparamos com desafios dignos de uma maratona, que começa com a escolha do contador, abertura de empresa, documentos que vão e que vem, taxas que nunca tínhamos ouvido falar, locação da sede, alvarás e mais taxas.

Isso sem contar com a escolha dos funcionários, que não é fácil e a baixa qualidade de nossa mão de obra torna-se mais um dos desafios a serem superados.

Enfim, vamos lá e abrimos as portas. O desafio segue: encontrar os melhores fornecedores, brigar por clientes, encontrar o equilíbrio em nosso fluxo de caixa, quando não encontramos, o acesso à crédito a iniciantes é quase impossível, e quando conseguimos, a que preço?! O custo financeiro, “rouba” toda nossa margem.

E os desafios não param por aí. A apuração de impostos é um verdadeiro desafio ao empreendedor, gastamos alto para conseguir apurar e quando apurados gastamos ainda mais para pagá-lo. Sim, nossa carga tributária é altíssima!

Esses desafios por si só já são uma saga, entretanto o maior obstáculo a superar é escolher com sabedoria e decidir: que negócio abrir? Como pensa e como pensará o consumidor nos próximos anos? Fazendo essas perguntas, tentamos assim minimizar erros e insucesso.

Estudos indicam que o modelo de consumo mudará drasticamente nos próximos anos, os jovens consumidores munidos de seus smartphones, estão ligados a tudo, conectados 100% do tempo.

Preocupação com o meio ambiente, os novos consumidores estão consumindo de forma mais consciente, sabe que pode ser um agente transformador dentro da sociedade maximizando os impactos positivos e minimizando os negativos, buscando produtos naturais valorizando produtos que agridem menos o planeta: permutar, alugar, comprar produtos seminovos, ao invés do consumismo dos anos 1990/2000.

Outro ponto que já notamos nas grandes cidades do mundo é a tecnologia que permite o compartilhamento. Carros, motos, casas, patinetes, bicicletas etc. Isso mostra que aquela necessidade de TER, não faz mais parte da intenção da maioria dos jovens nos tempos atuais.

Analisando tudo isso, as grandes corporações estão caminhando cada vez mais para a chamada “Economia da Recorrência”, por exemplo, não vendendo mais softwares, e sim alugando licenças. As grandes produtoras de conteúdo estão caminhando para o modelo streaming com o consumidor pagando uma pequena parcela mensal. É o momento, e o futuro.

Por fim, quando pensamos em empreender, sabemos de todas as dificuldades que o Brasil nos impõe, então, precisamos pensar com muita atenção no comportamento do novo consumidor, onde, como e de que forma irão consumir. Fazendo isso, nossa chance de erro torna-se menor.

“O Futuro Acontece Agora”! E quem não olhar as coisas dessa forma, vai ficar de fora do bolo.

RMS
https://rodolfosalvador.com.br/2019/10/01/o-futuro-acontece-agor/

RODOLFO SALVADOR

Empresário | Consultor de Negócios | Fundador 2GT Invest

Nascido no interior de São Paulo, em 1982, Rodolfo Mistieri Salvador é empresário e consultor de negócios. É sócio fundador da 2GT Invest, empresa brasileira voltada para o mercado financeiro, onde exerce cargo de CEO. Possui vasta experiência em planejamento estratégico, gestão de negócios, liderança corporativa e tomada de decisões financeiras. na CBD Group ocupa a função de Diretor de Estratégia (CSO) e desenvolvimento de negócios. Enxerga a política como uma possibilidade concreta e direta de transformação social/ econômica.